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Nome de Cláudio Castro aparece em lista de bicheiro Adilsinho

O ex-governador Cláudio Castro (PL) Fernando Frazão/Agência Brasil O nome do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) aparece em uma lista encont...

Nome de Cláudio Castro aparece em lista de bicheiro Adilsinho
Nome de Cláudio Castro aparece em lista de bicheiro Adilsinho (Foto: Reprodução)

O ex-governador Cláudio Castro (PL) Fernando Frazão/Agência Brasil O nome do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) aparece em uma lista encontrada pela Polícia Federal e atribuída ao bicheiro Adilsinho, alvo da 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta quinta-feira (2). De acordo com a apuração do repórter Mohamed Saigg, a lista cita uma doação de R$ 3,2 milhões para o candidato Cláudio Castro. O ex-governador cassado concorreu em 2022 à reeleição. Castro governou o Rio de Janeiro de 2021 a 2026, quando renunciou um dia antes do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinaria a cassação e inelegibilidade dele. Leia também: PF encontrou listas de políticos na cabeceira de Adilsinho e investiga ‘mesada’ da contravenção A lista reúne supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de dinheiro e nomes de agentes políticos do Rio. O bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, na sede da PF Reprodução/TV Globo Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, é alvo de um mandado de prisão na operação desta quinta-feira, ainda que já esteja preso. PF deflagra 5ª fase da Operação Unha e Carne no Rio Apesar de aparecer na lista de Adilsinho, Cláudio Castro não é alvo dessa 5ª fase da Unha e Carne. De acordo com fontes a par da apuração, o nome de Castro e de outras pessoas constam da lista, mas não foram alvo da operação porque a Polícia Federal está aprofundando as investigações. A reportagem procurou a assessoria de Cláudio Castro e aguarda um posicionamento do ex-governador. Operação Unha e Carne A Polícia Federal deflagrou a 5ª fase da Operação Unha e Carne nesta quinta-feira (2) para investigar esquemas de lavagem de dinheiro da cúpula do jogo do bicho e possíveis conexões com integrantes dos poderes Executivo e Legislativo do Rio de Janeiro. O pastor e empresário Márcio Poncio foi preso preventivamente em um flat na Barra da Tijuca, sendo investigado por suposta ligação com a denominada "Máfia do Cigarro". Além de Poncio, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), expediu mandados de prisão contra Adilsinho e o ex-deputado Rodrigo Bacellar, que já se encontravam presos por fases anteriores da mesma operação. A decisão judicial também determinou o sequestro de bens e valores de até R$ 22 milhões, baseando-se em planilhas da Operação Fumus de 2021 que indicavam pagamentos indevidos e "mesadas" para pelo menos 20 políticos do estado. A 5ª fase da investigação deriva de uma determinação do STF no âmbito da ADPF das Favelas, que ordena a apuração de vínculos entre grupos criminosos e agentes públicos. Nas fases anteriores, a Operação Unha e Carne investigou o vazamento de informações sigilosas para a facção Comando Vermelho, o escândalo da Ceperj e fraudes em contratações na Secretaria Estadual de Educação. As investigações anteriores envolveram figuras como o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto e o deputado Thiago Rangel, apontando para uma possível cadeia de proteção institucional ao crime organizado. A "Máfia do Cigarro", liderada por Adilsinho, é descrita como um esquema que controla a venda de cigarros falsificados em quase metade dos municípios do Rio de Janeiro, gerando prejuízos bilionários em sonegação fiscal. Em resposta às acusações, a defesa de Márcio Poncio afirmou não ter tido acesso aos autos do processo, enquanto a defesa de Adilsinho negou o pagamento de vantagens indevidas a políticos.